quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Os sucessos e falhas das adaptações literárias para séries de TV


Poster promocional da série Game Of Thrones


Desde a década de 80, livros Best-Sellers são transformados em filmes e séries, como “O Reverso da Medalha” (em inglês, Master of The Game), uma minissérie de três episódios exibida em 1984 baseada no livro de mesmo título, do autor Sidney Sheldon. Em exemplo dos filmes, temos a franquia Harry Potter. Foram sete livros lançados pela escritora J.K.Rowling de 1997 a 2007, sendo os filmes lançados de 2001 a 2011. Os livros fazem sucesso até hoje, tendo uma legião de fãs da série espalhados pelo mundo, assim como os filmes, que pela grande semelhança com o mundo criado pela autora nos sete livros, é um grande fenômeno mundial. 

As adaptações literárias para as telas de cinemas fazem tanto sucesso quanto as séries de TV, talvez as séries façam até mais sucesso pela oportunidade que os produtores, roteiristas e diretores tem de fazer algo maior, mais detalhado, já que nos filmes o tempo para reproduzir os acontecimentos é consideravelmente menor do que numa série de TV; num filme, dependendo do enredo, a duração é de mais ou menos de 2 à 3 horas, já a série de tv é dividida em temporadas, com episódios de 40 minutos à 1 hora, dando mais flexibilidade ao desenrolar do roteiro.

Além do tempo, a fidelidade é um dos fatores que mais contribui para o aumento da audiência. Em 1998 foi lançada pela HBO a série Sexy and The city, baseada no livro da autora e colunista Candice Bushnell. A série conta a história de uma Carrie Bradshaw, que trabalha em um jornal na cidade de Manhattan, Nova Iorque, e suas três amigas, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes. Sexy and The city recebeu muitos prêmios, como o Emmy Awards, Globo de ouro e SAG (Screen Actors Guild) Awards. Neste caso, a série é bem diferente do livro. A versão literária de Sexy and The city trás críticas a acontecimentos de forma satírica, enquanto a série apela para o humor, mesmo fazendo críticas. Os fãs geralmente preferem a série, mesmo a adaptação sendo bem diferente. 


Personagem Tyrion Lannister da série Game Of Thrones
Game of Thrones – As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por Geroge R.R. Martin a partir de 1996, tornou-se uma série de tv em 2012 pela HBO, e uma das coisas que mais chamava atenção e alegrava os fãs, era a fidelidade com os livros e os cuidados com detalhes e realismos. A série foi muito bem aceita até quinta temporada, onde o roteiro era bastante fiel ao livro. Os fãs adoram a primeira temporada por causa da fidelidade, mas a segunda já mostrou diferenças que os desagradam, como personagens que são cortados e outros que são suprimidos. Tyrion Lanister não chega aos pés de como é nos livros, nem Bran Stark. A série parece ser bem aceita pela fidelidade até a quinta temporada, porque depois da quarta temporada os responsáveis pela série mudaram muitas coisas. 

Algumas adaptações de livros antigos também tem sua vez no espaço das séries, fazendo releituras, como é o caso de Sherlock Holmes, que teve sua primeira história escrita (Um estudo em vermelho) em 1887, pelo autor Sir Arthur Conan Doyle. O personagem é conhecido por todo o mundo e aparece em várias adaptações modernas e diferentes do que todos estão acostumados. A série americana Elementary, que começou em 2012 na CBS, apostou em um Jon Watson na versão feminina, e trás Sherlock Holmes como consultor da polícia de Nova Iorque. Em outra versão apresentada pela BBC One desde 2010, Jon Watson é um ex-combatente do exército que forma uma improvável amizade com o excêntrico Sherlock Holmes, que mora no endereço clássico, porém na Londres moderna: Baker Street 221B.


Martin Freeman e Benedict Cumberbatch na série Sherlock


Apostas com esse tipo de releitura costumam fazer os fãs dos livros amá-las ou odiá-las, por isso devem ser produzidas com muito cuidado, já que na verdade são os fãs que comandam esse universo de séries com críticas e elogios. Quem é fã de um livro que vai ou já se tornou uma série de TV, procura na adaptação as semelhanças entre ambos. As personalidades e características dos personagens, os lugares onde os livros são ambientados e principalmente, o fato do roteiro da série bater com a história contada no livro, o que é o mínimo. 

Como exemplo temos a série de livros A Seleção, escrita pela americana Kiera Cass, publicada aqui no Brasil pela editora Seguinte. Há algum tempo atrás, foi gravado um episódio piloto para uma série de TV baseada nos livros, entretanto, foi cancelado pela falta de aprovação da autora. O piloto da série foi completamente distorcido da história original, onde um dos personagens principais e mais queridos, Maxon, se mostra completamente diferente do que é nos livros. Além disso, os livros foram escritos para adolescentes e a série seria feita para telespectadores a partir dos 22 anos de idade. O que faz o sucesso de uma série de TV baseada em livro, além de uma boa produção, é a semelhança entre eles. 


Neil Patrick Harris nas gravações de Desventuras em Série
Novidades sarcásticas – Desventuras em Série, é um conjunto de 13 livros que contam os infortúnios da vida cheia de sofrimento dos órfãos Baudalaire, escritos por Daniel Handler sob o pseudônimo de Lemoney Snicket. A primeira adaptação cinematográfica foi feita em 2004, trazendo Jim Carry como o Conde Olaf, o terrível vilão da história. Na série produzida pela Netflix, o terrível vilão será interpretado por Neil Patrick Harris. A série terá oito episódios e será lançada no dia 13 de janeiro de 2017. Já no primeiro trailer divulgado, as semelhanças com a caracterização dos personagens, sotaque, ambientação da série e similaridade com o enredo da história original são bem visíveis, o que causa grande ansiedade no meio dos fãs. Provavelmente, Desventuras em série será um dos grandes sucessos entre as séries da Netflix em 2017. 

Confira o trailer aqui!

Sobre o Blog

Nesse blog taremos uma reportagem especial sobre o mundo das adaptações de livros para filmes e séries apresentando qual a visão dos fãs diante dessas adaptações cinematográficas em questões de modificações de personagens, roteiros e falhas sempre trazendo opiniões de fã para fã. 

- Bem vindo a Baker Street 221B, meu caro Watson.  
                                                                                     "Sherlock Holmes" 

Livros vs Filmes


Filmes costumam atrair fãs e grandes franquias, uma legião deles. Uma das mais sucedidas franquias é Harry Potter e muitas pessoas cresceram junto com os três protagonistas, acompanhando suas aventuras e aprendendo lições com eles. Abaixo você confere o depoimento de uma fã contando sua história ao longo dos anos acompanhando os filmes. 




Discordaram em algo da Nathália Mendes? tem alguma sugestão a dar? deixem nos comentários.

Sucessos e falhas de bilheterias

Poster de O senhor dos Anéis: O retorno do rei

Divulgação, qualidade, críticas, etc., são elementos que influenciam a busca por um filme e, consequentemente, o fracasso ou o sucesso de sua bilheteria. Filmes que contaram com um orçamento generoso têm maior qualidade e acabam arrecadando muito mais do que outros que contaram com menor orçamento, por chamar atenção nesse sentido. A escolha dos atores e da equipe técnica, como diretores e produtores, também influencia muito na hora de uma pessoa escolher qual filme assistir, pois há fiéis dessas pessoas que se dispõem a assistir qualquer obra que eles façam parte.

Adaptações de séries, quadrinhos, desenhos e livros costumam atrair mais público, uma vez que os fãs migram de uma mídia para outra. Em uma época onde Harry Potter e O senhor dos anéis faziam estrondoso sucesso, muitos direitos autorais de outras sagas Best Sellers começaram a ser comprados para adaptação. Livros como os da saga Crepúsculo se tornaram muito populares após a chegada da história aos cinemas, em 2008, que arrecadou cerca de US$ 3 bilhões e 342 milhões com toda a franquia, sendo 800 bilhões de dólares com o último filme da franquia, Amanhecer parte 2, lançado em 2012.


É verdade que os fãs apoiam muito mais as produções de adaptações quando a história é fiel ao original, porém não há adaptação que faça sucesso apenas com os fãs dos livros. Os roteiristas, diretores e produtores visam atingir um novo público, em geral, pessoas que nunca ouviram falar dos livros, pois algumas produções são um risco de investimento, por exemplo, aqueles que necessitam de efeitos especiais. Dessa forma, as adaptações precisam ser convincentes, interessantes e atrair o máximo de pessoas possíveis, sendo fiel ou não a obra original. Infelizmente, nem sempre isso funciona. 



Enquanto a franquia Harry Potter e O senhor dos anéis lideram as listas de maiores arrecadações de filmes adaptados de livros, o mesmo não se pode dizer de outras como Percy Jackson e os Olimpianos. Dois dos cinco livros de Rick Riordan foram levados ao cinema, “Percy Jackson e o ladrão de raios” ainda conseguiu arrecadar cerca de 200 milhões de dólares, uma bilheteria mediana, mas o bastante para produzirem a continuação, “Percy Jackson e o Mar de monstros”. Entretanto, este parece ter sido o último, pois não foi muito bem recebido, obtendo uma bilheteria fraca para uma continuação de uma franquia já conhecida, mal superando a do primeiro filme.


Este é um exemplo de filme que atraiu um público significativo com sua história empolgante de semideuses, porém faltou algo para manter a popularidade entre os fãs alcançados com o primeiro lançamento. As críticas dos fãs dos livros ao primeiro filme foram ouvidas e até mesmo uma troca da cor de cabelo da protagonista aconteceu com a intenção de agradar ao público, mas não foi o suficiente. As mudanças da história deixaram desagradadas tantos a base de fãs do livro, como os que gostaram do primeiro filme. A história ficou sem pé nem cabeça e não arrecadou muito bem. 

Poster de Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Sem segunda chance
Outros filmes, como Academia de Vampiros: O beijo das sombras, Dezesseis luas, Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos e Eragon não tiveram o mesmo destino. Exceto por Eragon, que ainda conseguiu uma bilheteria mediana, os outros mal conseguiram cobrir os custos da produção e tiveram suas continuações canceladas. A aceitação do público não foi boa e sem eles não há sentido em gastar milhões de dólares em uma produção que tem apenas uma chance mínima de obter sucesso, mas que provavelmente não vai ser aceita pela segunda vez.

Uma alternativa recente para atrair o público desses filmes é trazer os autores dos livros para dentro da produção, seja como roteirista, o caso de JK Rowling na recente adaptação de Animais Fantásticos e Onde Habitam, seja opinando na escolha do elenco e elaboração de cenas, com Cassandra Clare autora da saga Os instrumentos Mortais. 
Cassandra Clare (vestido preto curto) e o elenco do filme Instrumentos Mortais: Cidade dos ossos, na premiere da Alemanha


Fidelidade e mudança nas adaptações cinematográficas

Não é de hoje que Hollywood vem se interessando em fazer a adaptações de vários livros que estão fazendo sucesso entre o público para levá-los as telonas. Vários livros tiveram destaques e grandes produções foram feitas como O senhor dos anéis, obra do escritor Tolkien que foi adaptada pela Warner em 2001. Ganhadora de mais de 11 Oscars, a Trilogia do senhor dos anéis bateu vários recordes, e é um dos filmes mais fiéis. Seu sucesso foi tão grande que, anos depois, ganhou outro filme baseado num livro que se passa cronologicamente antes da trilogia, chamado O Hobbit que foi dividido em 3 filmes. Mas para os filmes serem adaptados muitas mudanças tem que acontecer. algumas coisas são cortadas ou criadas para os filmes. Um grande exemplo é:


Harry Potter e a Pedra Filosofal

Escrito pela britânica J.K Rowling, a história do bruxinho mais famoso do mundo, Harry Potter que vive em Londres. Que para quem não conhece, que eu acho muito difícil a sinopse está aqui: Harry Potter (Daniel Radcliffe) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

Diferença entre as Capas

Algumas diferenças em relação ao livro e a o filme que retrata com menos ênfase a sofrida vida de Harry com os tios. Várias cenas dos livros com os tios no começo do livro sofreram cortes e algumas nem foram para as telonas. Já no mundo bruxo, Nicolau Flamel, de importância essencial ao drama, é mencionado meio que por obrigação no filme. Já adiantando algo presente em todas as adaptações, diversas curiosidades pertencentes aos acontecimentos em Hogwarts são ignoradas. Nos filmes os fantasmas tem papéis reduzidos, algo presente em todas as outras reproduções. dentre vários outros personagens que não aparecem. Como o fantasma que era professor de história, Sr Binns, e o poltergaist Pirraça. Coisas de menos importância como que os olhos de Harry, são na verdade verdes e não azuis como os de Daniel, mas isso ocorreu devido ao ator ter alergia as lentes de contato, por isso foi mudado no filme, e a não presença de eventos e personagens secundários não são compostos do filme. No final do livro quando Harry, Rony e Hermione vão tentar impedir que roubem a pedra filosofal, várias mudanças foram feitas e cenas foram cortadas. Uma mudança bem no início foi na parte em que eles tinham que pegar uma chave alada para abrir a porta, no filme Harry logo localiza a chave correta, só tem uma vassoura e as chaves começam a segui-lo. Mas no livro existem no mínimo três vassouras, pois cada um monta em uma, O Harry só descobre qual é a chave correta quando está no ar e as chaves não correm atrás deles, As chaves são apenas muito rápidas e os bruxinhos cercam a chave correta para conseguir pega-la.

E por fim dois cortes que deixaram os fãs da série insatisfeitos foram: O desafio das poções e o Pirraça. Afinal quem não gostaria de ver um fantasma que prega mais peça que Fred e Jorge juntos, que não respeita nem aos professores, com a exceção de Dumbledore. Ou o desafio das poções, o que dá a Hermione um  motivo para que ela esteja ali, A poção feita por Severo que é mostrada nos livros, no filme segue sendo citada.

No geral a adaptação teve seus méritos, pois além da responsabilidade de ter escolhido como Hogwarts, o elenco e a trilha sonora iam ser, foi um estrondoso sucesso nos cinemas. A saga possui 7 livros e foi adaptada para as telonas em 2000 até 2011. Somando um total de 8 filmes.

ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM


Este ano ganhou seu primeiro spin off , um filme derivado do mesmo universo, chamado Animais Fantásticos e onde Habitam. Baseado no livro homônimo usado por Harry enquanto estava na escola de magia e bruxaria de Hogwarts.

J.K Rowling e um exemplar de animais fantásticos



Algo completamente diferente porque vai abordar como o escritor do Livro catalogou as espécies que existem no mundo mágico. O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que seus colegas ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

Poster do Filme


Além de expandir a história com um roteiro totalmente original da escritora que se tornou roteirista e assume papel fundamental na ''adaptação'' Animais Fantásticos também será uma saga totalizando 5 filmes confirmados.